Mulheres prostitutas nos discursos médico, jurista e religioso na imprensa cratense (1940-1950)

Autores/as

Palabras clave:

Imprensa, discurso, prostitutas.

Resumen

No presente trabalho foi apresentado e problematizado como as mulheres prostitutas foram representadas pela imprensa católica de Crato, interior do Estado do Ceará. Os dois periódicos que foram utilizados são o jornal A Ação e Ecos da semana: órgão da união dos estudantes de Crato, o primeiro era organizado pela Diocese da cidade, ao passo que o segundo era organizado pelos estudantes do colégio Diocesano de Crato. O recorte temporal foi demarcado abrangendo as décadas de 40 e 50 do século XX. Os conceitos principais que nortearam esse trabalho foi o de Pânico Moral (COHEN) e Estigma (Goffman). Para além das reflexões que cercam o discurso religioso dada a orientação católica dos periódicos também nos debruçamos sobre o discurso médico-jurista dos preceitos da escola positiva, mais precisamente das ideias Lombrosianas.

Citas

Barros, José D’Assunção. Histórias interconectadas, histórias cruzadas, abordagens transnacionais e outras histórias. Secuencia, México, n. 103, e1528, abr. 2019. Disponible en http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0186-03482019000100105&lng=es&nrm=iso. Epub 01-Ene-2019. https://doi.org/10.18234/secuencia.v0i103.1528.

Bezerra, Beatriz A.; Silva, Heloisa A. de S.; sokolowski, Luis F.; FAVERO, Lucas H. A influência das escolas penais no direito penal brasileiro. In: Jornada Integrada de Direito & Ciências Contábeis do Centro Universitário FAG, p.77-82. Disponível em: <https://www.fag.edu.br/upload/revista/jinteg/5db82d710e669.pdf> Acesso em 11 jul. 2024.

Calligaris, Eliana dos Reis. Prostituição: O eterno feminino. São Paulo: Escuta, 2005.

Faria, Daniel. O crime organizado entre a criminologia e a sociologia: Limites interpretativos, possibilidades heurísticas. Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 32, n. 3.

Ferrão, Ana Carolina Schmidt. “Nuances da representação da prostituição feminina: o êxtase do estereótipo em "contos da vida difícil”. In: Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos), Florianópolis, 2017.

Goffman, Erving. Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1980.

Lombroso, Cesare; ferrero, Guglielmo. A mulher delinquente a prostituta e a mulher normal. Trad. Antônio Fontoura. Edição Antônio Fontoura. Curitiba: Antonio Fontoura, 2017.

Machado, Carla. Pânico Moral: Para uma Revisão do Conceito. Interacções: Sociedade e as Novas Modernidades, n. 7. pp. 60-80, Coimbra: out. 2004. Disponível em: https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/125

Acesso em 110 jul. 2024.

Perrot, Michelle. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros. 3ª ed. Tradução de Denise Bottmann. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

Silva, Fernanda Priscila Alves da. Prostituição, vivências e mercantilização de corpos. Seminário Internacional Enlaçando Sexualidades. Salvador, p. 1-14, set. 2011.

Fontes

A Ação, 25 out. Moda Feminina1942.

A Ação, 25 out. Normas da Santa Sé sobre moda feminina,1942

A Ação, 19 set. Recato Feminino, 1943.

A Ação, 27 abr. Sem Endereço,1947.

A Ação, 27 abr. Moralidade Pública,1947.

A Ação, 23 set. O problema do meretrício, 1951.

Écos da Semana, CRIME, 15 ago., 1948.

Écos da semana, Escola de Prostituição. Crato, 23 jan. 1949.

Capa

Publicado

2025-09-22

Cómo citar

Rodrigues Cardoso, R. (2025). Mulheres prostitutas nos discursos médico, jurista e religioso na imprensa cratense (1940-1950). Sertão História , 4(8), 184–201. Recuperado a partir de https://urca.ojs.com.br/index.php/SertH/article/view/2291

Artículos similares

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.