Edições anteriores

  • Capa

    O Rural em debate
    v. 4 n. 8 (2025)

    O universo rural brasileiro é o tema central deste dossiê. A produção acadêmica nas últimas décadas, impulsionada pela ampliação dos programas de pós-graduação, estimulou novas análises, que reavaliaram o papel do campesinato e/ou dos livres pobres, libertos e escravizados na formação social brasileira. Assim, ao fazermos o convite para historiadores e historiadoras contribuírem com suas reflexões sobre o tema, buscamos reunir estudos sobre aspectos relevantes do universo rural, no que fomos atendidos por nossos pares. Esperamos que a leitura da presente edição contribua para a historiografia sobre o universo rural, abrindo novas janelas de investigação em vários quinhões do país. Ótima leitura para todos.

    Márcia Maria Menendes Motta (UFF), Darlan de Oliveira Reis Junior (Urca), Ana Sara Ribeiro Parente Cortez Irffi (UFC). 

  • Dossiê Sertão em imagens de cosmopercepção: gravuras, performances, xilogravuras, cliché, pinturas, esculturas, litografias, fotografias, a propaganda midiática e o cinema
    v. 4 n. 7 (2025)

    "A construção das visualidades transpõe os limites estabelecidos pelas territorialidades, a plástica e a geografia dos corpos e dos espaços. Imaginar, sentir, captar, registrar e mimetizar a experiência vivida, a partir da narrativa histórica requer ancoragens multidisciplinares, perfazendo o caminho dialógico por diversas áreas do saber. A construção do sertão, para além de uma perspectiva geo-histórica, se dá, enquanto construção simbólica, semântica, ideológica, artística, cultural, semiótica, discursiva e poética. Como enxergar e sentir o sertão? Portanto, o espaço aberto por este dossiê temático, é o de reconhecer a ambivalência e as potencialidades de trabalhos voltados para as visualidades em torno da construção dos sertões, pensando os imaginários, a partir das imagens construídas neles, a partir e sobre esses ideais e ideias sertanejas, muitas vezes não sentidas e só observadas".

    Túlio Henrique Pereira, Michele Lopes da Silva Alves, Renata Aparecida Felinto dos Santos.

  • Capa da revista.

    Dossiê História das Mulheres: estudos de gênero e sexualidades nos sertões
    v. 3 n. 6 (2024)

    Este dossiê da revista Sertão História tem como proposta a ampliação de debates que se desenvolvem no campo da História das Mulheres e dos Estudos de Gênero e Sexualidades a partir dos sertões. Composto por seis artigos avaliados e aprovados por pares, o dossiê insere os sertões como o contexto central para explorar experiências e sujeitas que ganham destaque com uma análise crítica de gênero. Nesse sentido, a compreensão de sertão não se limita à designação de um espaço geográfico, mas envolve uma condição que evidencia as configurações de poder e as desigualdades que nele se estabelecem. 

  • Capa da edição, fundo laranja, letras em branco. Ao centro, o logo da revista

    Ensino de História, justiça social, princípios e práticas de democratização da Educação
    v. 3 n. 5 (2024)

    O Século XXI tem sido marcado por um processo permanente de aceleração do tempo, pelo avanço político das direitas marcadas por práticas antidemocráticas e negacionistas, que atentam contra a produção, o ensino e diversas formas de difusão da História. Para alguns pesquisadores, vivencia-se uma tentativa de historicídio, notadamente com as reformas curriculares que modificam significativamente a educação brasileira para abrir caminhos para a razão e a moral neoliberal como forma de existência humana. Tais mudanças afetam diretamente a formação professores e o ensino de História, sendo a mais evidente a reforma do Ensino Médio, ao instituir o chamado Novo Ensino Médio. Nesta perspectiva o ensino, a aprendizagem e a formação de uma cultura histórica na sociedade brasileira tornam-se um campo de disputas entre uma educação conservadora/neoliberal e uma educação democrática, antirracista, decolonial e de combate aos preconceitos étnicos, de raça e de gênero. Paralelo a isso, tramita no Congresso Nacional o PL 2.903/2023 que ameaça a sobrevivência dos povos indígenas, ao mesmo tempo em que os movimentos sociais, estudantes, professores e professoras de História nos mais diversos níveis da educação lutam por ações mais efetivas na implementação das 10.639/2003 e 11.645/2008.

    Neste sentido, diversas são as formas de resistência no campo do ensino de História, a exemplo do ProfHistória e seus mais diversos projetos de combate aos que pretendem destruir a História como campo de saber. Ao tomar a experiência docente na educação básica como ponto de partida para a construção de um conhecimento reflexivo, o ProfHistória, além de contribuir para a democratização do acesso a pós-graduação, se consolida como lugar de produção de uma historiografia sintonizada com as demandas do tempo presente.

    É nesse contexto que propusemos o dossiê Ensino de História, justiça social e práticas democráticas de educação. Recebemos contribuições que dialogaram com temáticas que afetam diretamente a condição de professores e professoras como autores docentes em defesa de práticas democráticas de ensino ameaçadas pelo conservadorismo e o neoliberalismo. Esperamos que o dossiê seja um espaço de divulgação de pesquisas que abordem conceitos e fontes relacionadas ao feminismo, às comunidades e culturas Lgbtqianp+ e suas interseccionalidades na interface com o ensino de História e as mais diversas formas de lutas e combates ao neofascismo. Da mesma forma, pesquisas, reflexões e relatos de experiências sobre o uso das tecnologias de comunicação e informação, inclusive da Inteligência Artificial, para o ensino de História, teoria da História, ensino e práticas de ensino e as reformas curriculares, notadamente a BNCC, a BNC-formação e o Novo Ensino Médio.

    Organizadores do Dossiê: 

    Francisco Egberto Melo -  Professor do Departamento de História e do Programa de Pós Graduação ProfHIstória da Universidade Regional do Cariri (URCA). 

    Paula Cristiane de Lyra Lessa - Professora do Departamento de História e do Programa de Pós Graduação ProfHIstória da Universidade Regional do Cariri (URCA). 

    Rosilene Alves de Melo - Professora do Departamento de História da Universidade Federal de Campina Grande e do Programa de Pós Graduação ProfHIstória da Universidade Regional do Cariri (URCA). 

    Referências Bibliográficas

    CERRI, Luís Fernando. Ensino de História e consciência histórica. Rio de Janeiro: FGC, 2011.

    FOUCAULT, Michel. O Jogo de Michel Foucault. IN: FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos, v. IX. Genealogia da Ética, Subjetividade e Sexualidade. Rio de Janeiro: Forense Universitárias. 2014, p. 44-76. Org. Manuel de Barros da Motta.

    DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sob

    re a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.  

    LAVAL, Christian. A escola não é uma empresa: o neo-liberalismo no ensino público. Londrina: Editora Planta, 2004.

    SILVA, Barbara Bueno de; BARBOSA, Carlos Soares. Empreendedorismo e o novo ensino médio: a atuação da ong junior achievement na rede estadual de educação do Rio de Janeiro. Tear: Revista de Educação Ciência e Tecnologia, v.11, n.2, 2022, p. 1-19. Disponível em: https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/tear/article/view/6278/3292. Acesso em: 17 mai 2022.

  • Poder político em um país escravocrata: comércio de escravos, escravismo e resistência escrava
    v. 2 n. 4 (2023)

    Por mais de trezentos anos a escravidão de africanos e de seus descendentes foi a principal forma de trabalho na colônia e nas plagas brasileiras. A América portuguesa contava com uma configuração demográfica composta, também, por pessoas trazidas da África, e muitas dessas eram colocadas para trabalhar nos mais variados labores, fomentando, assim, o sistema escravista brasileiro. Todavia, começaram, ainda na primeira metade do século XIX, a surgir ameaças que colocariam o sistema escravista brasileiro em xeque, uma dessas ameaças foi a pressão antiescravista inglesa.
    O presente dossiê visou reunir pesquisas concluídas ou em andamento que versem sobre temáticas que envolvam o escravismo de africanos e/ou de seus descendentes, dentro do recorte temporal dos séculos XVIII e XIX. Na segunda metade do século XIX, a pressão antiescravista aumentou; mas, naquele momento, a pressão estava ligada aos fatores que ocorriam dentro do próprio território do Brasil. Assim, o que era possível de ser observado foi o aumento do movimento abolicionista e a efervescência das ações dos próprios escravos, que se configuraram por meio de fugas, recusa ao trabalho e/ou pela compra de sua carta de alforria.
    Ademais, tem-se como proposta incorporar pesquisas que apontem para a agência do escravo em construir sua própria história. Nesta concepção, as problemáticas que apontem para as dinâmicas do comércio de escravos, as diferentes formas de resistência praticadas pelos escravos, a inserção particular das escravas, libertas ou em vias de emancipação nos quadros da escravidão, as doenças que ceifavam as vidas dos escravos, as práticas de cura realizadas por eles, a importância de mulheres africanas e afrodescendentes nas dinâmicas econômicas e sociais dentro do contexto da escravidão, os estudos sobre a escravidão nas cidades e no campo, foram convidadas a fazerem parte deste dossiê.

    Assim, objetiva-se reunir estudos que tratem dos mais variados temas que abordem a escravidão nos setecentos e nos oitocentos. Com isso, esperamos fomentar discussões acerca das particularidades da experiência e dinâmicas dos escravos dentro do Brasil escravista, de modo a possibilitar discussões dos trânsitos dos escravos, da História Social, da resistência escrava, de suas sociabilidades e do poder político.

    O dossiê foi proposto pelos pesquisadores:

    Prof. Dr. Rodrigo Caetano Silva (CCMBR)

    Prof. Dr. Pedro Vilarinho Castelo Branco (UFPI)

    Prof. Me. Diego Pereira Santos (UEPA)

     

  • Capa da edição número 3, volume 2, janeiro a junho de 2023.

    Migrações: História e Tempo Presente
    v. 2 n. 3 (2023)

    A questão das migrações atravessa diferentes períodos históricos, países, localidades.  As dinâmicas migratórias: econômicas, por guerras, perseguições, devido aos problemas sociais, demográficas, catástrofes ambientais, epidemias, fome, exploração e as demais. As tensões, lutas, discursos e a atuação dos aparatos estatais sobre os que migram. A relação entre História e Memória sobre o fenômeno das migrações. As nuances de gênero, classe, origem nacional e regional e idade para o fenômeno migratório.

  • História Ambiental: problemas e abordagens
    v. 1 n. 2 (2022)

    A História Ambiental produz abordagens inéditas sobre as relações entre as sociedades e o meio ambiente, em diferentes temporalidades e com o uso de fontes diversas. O objetivo do dossiê é reunir artigos que problematizem diferentes perspectivas sobre as relações natureza e cultura, discutindo conflitos e tensões de caráter socioambiental, movimentos sociais, paisagens culturais em diferentes contextos e temporalidades e transformações naturais do mundo contemporâneo. Florestas, recursos hídricos, sertões, paisagens, relação rural-urbano, significados simbólicos e culturais e proteção e conservação. 

  • Capa da revista com a máscara de couro vermelha, símbolo da revista

    História do Brasil Profundo
    v. 1 n. 1 (2022)

    História do Brasil Profundo 

    O Brasil enquanto estado-nação tem uma história relativamente recente em comparação a outros países, pois não completou dois séculos da independência formal em relação à Portugal. No entanto, os povos originários e os que vieram durante a colonização e a posterior formação do Estado Nacional, marcaram a construção do “Brasil profundo” – complexo, desigual e diverso.        

    O objetivo do dossiê é reunir artigos que façam a reflexão sobre as histórias desses diversos Brasis, nas esferas simbólica, espacial e social. As fronteiras, o território, circuitos e trajetórias governativas, os espaços de conflitos e resistências, artes e culturas, as diversas práticas sociais, econômicas e políticas que se entrecruzam na construção do Brasil.