PROFESSO(AFRO)RALIDADE

reflexões sobre tornar-se um professor de dança negro

Autores/as

  • Danilo dos Santos Ferreira UFBA
  • Thiago Santos de Assis UFBA

Palabras clave:

Professoralidade; formação de professores; Raça; Professo(afro)ralidade; Narrativas de si

Resumen

Neste artigo, dedico-me a indagar a noção de professoralidade (Pereira,1996), enquanto uma perspectiva para pensar a formação de professores implicada com suas histórias de vida, e o faço a partir do marcador racial /pele, inquirindo como se vem a ser professor, neste caso especificamente de Dança, a partir da afroralidade de nossa negritude como uma marca imaterial e subjetiva que nos projeta no mundo. Assim, constituída a questão que aqui será tratada, apresento o objetivo específico que este texto persegue: reivindicar um olhar racializado para formação de pessoas professoras negras, tomando como ponto de partida a noção de professoralidade. Do ponto de vista metodológico, este artigo de predominância qualitativa, trilha pelos caminhos da autobiografia e utiliza as narrativas de si como procedimento. E propõe a professo(afro)ralidade não como uma oposição ou crítica à professoralidade, mas como uma especificidade para pensar a formação de pessoas professoras negras.

Biografía del autor/a

Danilo dos Santos Ferreira, UFBA

Professor de Dança e de Arte na Educação Básica do 1º ao 9º ano. Licenciado em Dança pela UFBA, epecialista em ensino de Arte pela UCAM, Mestre em Dança pela UFBA e doutorando em Dança na UFBA.

Thiago Santos de Assis, UFBA

Filho de Oxum, homem negro, gay, oriundo da periferia de Salvador e seus grupos de Dança. Professor Adjunto da Escola de Dança e docente do Programa de Pós-Graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Líder do Grupo de Pesquisa PORRA: modos de (RE)Conhecer-se em Dança. Doutor em Artes Cênicas(PPGAC–UFBA).

Publicado

2025-06-30